Não é nada disso ...
Quando falei fome, quis dizer Maria.
Quando falei ontem, quis dizer bom-dia.
Quando falei esqueça, quis dizer que eu já sabia.
Quando falei agora, quis dizer saudade.
Quando falei embora, quis dizer covarde.
Quando falei fora, quis dizer unidade.
Quando falei paixão, quis dizer cebola.
Quando falei João, quis dizer papoula.
Quando falei que não, quis dizer ampola.
Quando falei aquilo tudo,
foi por falar.
Não guarde aquelas palavras.
Aquelas, deixe o vento levar.
Foi o meu inconsciente roto,
despreparado para a ocasião.
Atos falhos, meu bem, quase nada.
Atos falhos que rolaram a escada
e, com um baque, bateram em meu portão.
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Ah, eu amo os musicais da Disney - Parte 01
Não é segredo para ninguém que o meu gênero preferido no cinema e no teatro é o MUSICAL. Pois bem ... acho bom lembrar de como isso tudo começou ...
Circle of Life (Elton John / Tim Rice) - O Rei Leão, 1994
Daí, me lembro de ir constantemente à locadora que havia perto de casa para alugar os VHS dos filmes da Disney. Assisti a todos os clássicos! Aquelas imagens serão eternas ...
As músicas são de um lirismo encantador e consquistou adultos e crianças pelo mundo inteiro. Meninos e meninas sonhavam com as aventuras
As músicas são de um lirismo encantador e consquistou adultos e crianças pelo mundo inteiro. Meninos e meninas sonhavam com as aventuras
Vamos lembrar de algumas dessas cenas ?
Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs - EUA, 1937)
A Bela Adormecida (Sleeping Beauty - EUA, 1959)
Alice no País das Maravilhas (Alice in the Wonderland - EUA, 1951)
Mogli, o Menino Lobo (The Jungle Book - EUA, 1967)
Cinderela (Cinderella, EUA, 1950)
E, é claro, dos clássicos o meu preferido: Pinóquio (Pinocchio - EUA, 1940). A qualidade Disney se mostra presente, como o esperado, na era dourada dos seus desenhos.
Os clássicos Disney são eternos! Mas, não são só dos famosos que eu quero falar! Aguarde a segunda parte desta série de postagens sobre o mundo mágico Disney e saberemos mais sobre essas e outras canções e mais filmes como Mary Poppins, A Dama e o Vagabundo, Aristogatas, Robin Hood, e muito mais!
Someday My Prince Will Come (Larry Morey / Franklin Churchill) - Branca de Neve e os Sete Anões, 1937
Intérprete: Adriana Caselotti
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Centésima vez (no blog)
Parece que foi ontem e eu fazia a minha primeira postagem no blog. Mas, agora faço a postagem de nº 100!
Tanto tempo se passou, quase um ano inteiro, e o blog mudou muito. Mudou a cara, mudou o conteúdo, mas, acredito eu, não perdeu a essência.
Nas primeiras postagens fui fazendo do blog um diário virtual. Só que nem tudo eu iria dividir com vocês, e vi que assim o blog ficaria muito chato. Passei então a elocubrar, rs, e o primeiro destes posts foi sobre Traição. E logo o ano de 2008 acabou sem muitas postagens.
Voltei em janeiro com as promessas de ano novo, minha primeira poesia no blog. Em fevereiro, nada de mais. Mas, em março ...
Comecei com uma postagem sobre os musicais que eu adorei fazer! Fiz o meu primeiro conto: Devoluções. E postei, pela segunda vez, uma poesia no blog, por pura brincadeira, um jogo de letras (leia, na vertical, só as primeiras letras de cada verso). E, a partir daí, vieram muitas poesias.
Maio passou, junho foi um mês de muita música no blog e quando descobri o talento literário de uma amiga. Quem observa, percebeu que minhas poesias ganharam um novo estilo.
Em julho, mais poesias, mais música e uma homenagem aos cinco anos de uma bela amizade e a outros tantos e queridos amigos.
Agora, em agosto, sem o menor desgosto (ruim, essa, hein) comemoro com vocês, e agradeço a vocês, essas cem postagens, por que ela existe pelos leitores maravilhosos que sois, meus queridos amigos da vida e do mundo virtual!
Muito obrigado,
e que venham mais e mais 100, 200, 300, ...
________________________________________________________________
Assim como na primeira postagem, dedico esta à minha querida prima, 100 postagens depois, hoje amada namorada, que é madrinha deste blog.
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sábado, 8 de agosto de 2009
Um último beijo
Não quero uma única lembrança sua.
Leve embora seus sorrisos,
leve embora seus vestidos,
seus sarcasmos, suas canções
e seus orgasmos.
Não deixe uma só lembrança, pois
quero me despir dos teus vestígios.
Varrerei da minha casa cada suspiro dado,
cada dedo marcado na mobília,
todos os beijos
e amassos trocados
nos meus corredores.
Aqui você não entra mais.
Em mim você não entra mais.
Para longe com a tua beleza,
tua voz e teus cabelos.
Não quero sinais de tua presença.
Não quero.
E, quando enfim,
tiveres me livrado de cada resquício teu,
irei entregar-me a um último beijo.
E não será seu ou de qualquer outra mulher.
Um último beijo e serei livre das tuas amarras!
Essa liberdade me valerá a alma,
agora já mais nada,
pois o valor que ela tinha
você levou com os teus anéis.
Essa liberdade me valerá a alma,
agora já mais nada,
pois o valor que ela tinha
você levou com os teus anéis.
Sem medo ou pavor,
pois já era esperado
o beijo, à morte fadado:
o beijo do dementador.
______________________________________________________________
Essa poesia é o resultado da
leitura dos livros da série Harry Potter
por um medíocre poeta ...
Pra quem não sabe o que é dementador,
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à Lorena, em prosa
Eu venho tentando escrever poemas com o teu nome. Mas, não consigo.
Posso escrever sobre flores, aves, horrores, apartamentos e bules de chá; as rimas surgem, as palavras rompem no papel.
Mas, quando tento traduzir-te em verbetes vejo que sou um poeta medíocre. Um poeta muito pequeno para a musa entoada.
Teu nome não cabe em títulos de poemas. Você não cabe em poemas. Como posso transcrever-te em versos?
Como poderia eu ousar fazer de ti rimas vãs, mas tão vãs, que não chegariam aos pés da beleza do teu olhar?
Teu corpo é demasiado belo para minguar em estrofes.
As estrofes não suportariam a ti. Arrebentariam no mero rabiscar do teu nome.
Nem meros momentos posso poemear. Nossos momentos não cabem em poesias.
Ah, meu amor! Você não cabe em rimas, em versos ou estrofes, mas cabe em mim.
Eu venho tentando escrever poemas com o teu nome. Não consigo.
Mas tenho teu nome marcado, gravado, sacramentado em meu coração.
________________________________________________________________
Sei que este texto não é digno de ser-te oferecido.
Mas, já disse Chico Buarque:
"mesmo sendo errados os poetas,
os seus versos serão bons".
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Queria que meu nome fosse Cecília
Queria que meu nome fosse Cecília
assim, quando você cantar a canção de amor
que leva o nome da outra,
é à mim que amarás com tua voz.
Sendo o meu nome Cecília
é pra mim que endereçarás as cartas de amor
escritas com tanta paixão para a tal.
Serei, enfim, a tua musa.
Cecília! E reinarei nos versos por ti entoados.
Cecília! Serei a rainha de tuas rimas.
e tu, servo em minhas estrofes.
Queria que meu nome fosse Cecília
e assim, quem sabe?,
pra mim você olha também.
assim, quando você cantar a canção de amor
que leva o nome da outra,
é à mim que amarás com tua voz.
Sendo o meu nome Cecília
é pra mim que endereçarás as cartas de amor
escritas com tanta paixão para a tal.
Serei, enfim, a tua musa.
Cecília! E reinarei nos versos por ti entoados.
Cecília! Serei a rainha de tuas rimas.
e tu, servo em minhas estrofes.
Queria que meu nome fosse Cecília
e assim, quem sabe?,
pra mim você olha também.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Vizinho hipócrita
Como falam alto os nossos vizinhos!
É algazarra o dia inteiro.
Quebram copos,
deixam cair os talheres ...
Música sempre nas alturas.
Cada dia é mais difícil aturar esses vizinhos!
Mas, também, ora veja!,
eles não tem educação!
Gritaria, baixaria ...
Qualquer bandido ou moça vadia
iriam ficar corados de surpresa
diante do que ouço da casa ao lado.
E nem vem com essa de
"os incomodados é que se mudem"!
Daqui não saio.
Eles é que tomem outro caminho
que não o do meu condomínio.
Não vejo a hora desses vizinhos se mudarem ...
mas, antes, vou ali lhes pedir uma xícara de açúcar.
É algazarra o dia inteiro.
Quebram copos,
deixam cair os talheres ...
Música sempre nas alturas.
Cada dia é mais difícil aturar esses vizinhos!
Mas, também, ora veja!,
eles não tem educação!
Gritaria, baixaria ...
Qualquer bandido ou moça vadia
iriam ficar corados de surpresa
diante do que ouço da casa ao lado.
E nem vem com essa de
"os incomodados é que se mudem"!
Daqui não saio.
Eles é que tomem outro caminho
que não o do meu condomínio.
Não vejo a hora desses vizinhos se mudarem ...
mas, antes, vou ali lhes pedir uma xícara de açúcar.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Allegro ma non troppo
Tocou o primeiro sinal.
O silêncio toma conta do local.
É hora de todos se acomodarem
pois o espetáculo já vai começar.
A cadeira de veludo recebe o espectador.
Segundo sinal.
Ouve-se o burburinho do além cortina.
A plateia inquieta.
Terceiro sinal.
O maestro ergue a batuta.
Alguns movimentos e a orquestra
faz amor com o silêncio.
A música faz amor com o silêncio.
São diversos instrumentos nesta orquestra.
Assim apuram os ouvidos dos espectadores,
nós.
O ranger dos dentes, da cama.
Os sussurros ao pé do ouvido.
Os urros abafados pelo travesseiro.
O gemido, o grito,
os músculos se contorcendo,
se enrijecendo.
A música muda de ritmo
dentro do mesmo movimento.
A orquestra infla na sua melodia.
Palavras, ordens, elogios.
Preces.
A música é sacra no seu profano.
A música é Deus,
é a revelação do divino.
A orquestra mordeu a maçã.
Mais um ritmo, novos instrumentos,
novos sons,
dentro do mesmo movimento.
A plateia assiste estarrecida.
É como se a música penetrasse as veias
dos ouvintes.
Ouvintes estes, espectadores de magnífico espetáculo.
As cores, os cheiros, a textura da orquestra e de sua música.
Outros ritmos, outros cheiros,
outros sons, outras texturas,
dentro do mesmo movimento.
2 por 2.
Será que os músicos se preocupam em tocar as notas certas?
Últimos compassos.
A música chega ao clímax e irrompe deixando saudades.
Plateia estupefata levanta
e aplaude de pé.
Os músicos ainda saboreiam a maçã.
O espectador é grato ao músico.
o músico é grato ao espectador.
O maestro já baixou a batuta.
Mas, se a plateia pede bis,
ele a levanta no ar e recomeça o espetáculo de cores,
sons, texturas e ritmos,
dentro do mesmo movimento.
Somos tão gratos aos músicos,
nós.
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domingo, 2 de agosto de 2009
O espelho que há em mim
Qual a imagem refletida no espelho?
Meu reflexo mostra alguém que não sou eu.
Ou é?
Sou?
A imagem refletida no espelho mostra alguém.
Quem sou eu?
Sou a imagem refletida ou aquele que reflete?
Qual o lado direito é o direito?
O meu ou o refletido?
A imagem refletida no espelho mostra.
O reflexo revela aquilo que sempre esteve à mostra,
o que todos veem,
mas que eu não via.
O espelho fez questão de jogar a imagem de minha fronte
à minha frente.
O espelho me mostrou o que todos viam,
menos eu.
O espelho me mostrou.
Mas, pobre do espelho que nada sabe.
Dentro de mim há outro espelho
que reflete a imagem antes refletida,
revertendo o reflexo do já revelado.
O espelho dentro de mim
mostra o eu refletido de volta à mim.
O espelho dentro de mim me mostra novamente à mim,
revela mais uma vez
e volta a esconder o outro lado do lado direito.
A imagem refletida no espelho mostra alguém.
A imagem refletida no espelho dentro de mim mostra alguém
São estes o mesmo alguém?
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Se Deus quiser
Se Deus quiser,
e assim me permitir,
hei de viver,
hei de plantar e
hei de colher
o que antes plantei.
Colherei o que preciso pra viver.
Se Deus quiser,
e assim me permitir,
hei de escrever,
hei de cantar e
hei de reler
o que antes escrevi.
Cantarei os versos para viver.
Se Deus quiser,
e assim me permitir,
hei de criar,
hei de fruir e
hei de fugir
do que antes criei.
Fruirei das criações que fiz pra viver.
Se Deus quiser,
e assim me permitir,
hei de amar,
hei de doer e
hei de adormecer
das dores de amor.
Se Deus quiser,
e assim me permitir,
quero só amar, plantar, criar,
cantar e escrever.
Se Deus quiser,
e assim me permitir,
ainda quero colher, fruir e reler o que preciso pra viver.
Se Deus doer,
e assim me fugir,
quero adormecer
e fim.
quero adormecer
e fim.
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Esse tipo de coisa não se pergunta
Não se pergunta esse tipo de coisa.
Ai, ai, ai!,
que esse tipo de coisa não se pergunta.
A interrogação tem limites, rapaz.
A interrogação tem limites.
Não faça cara feia quando nego respostas, rapaz.
É que interrogações tem limites.
Já te falei que não se pergunta esse tipo de coisa, rapaz.
Ai, ai, ai!,
que esse tipo de coisa não se pergunta.
...
Se queres saber qual a razão de tanto cuidado com as interrogações, rapaz,
se queres mesmo saber,
pergunte ao limite das tuas respostas,
pergunte ao limite das tuas razões,
pergunte ao limite das tuas interrogações, rapaz,
pergunte.
E se o teu ser fizer cara feia com tal indagação,
é bem feito.
Já te falei que não se pergunta esse tipo de coisa, rapaz.
Ai, ai, ai!,
que esse tipo de coisa não se pergunta.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
A máscara que não há
Qual é o segredo da tua verdade?
Não admito que me sejas, assim, tão transparente.
Cadê teu passo em falso?
Cadê tua escapulida?
Não me enrole com a tua sinceridade.
Não é possível que nem traças hajam na sua tapeçaria.
Por que me és tão benevolente?
Tão fiel? Tão complacente?
Tua pureza me fere como um punhal
que atravessa as costelas
e atinge os órgãos, fazendo questão de ferir
por dentro e por fora.
Tua pureza me faz cicatrizes.
A integridade nos teus olhos,
somada à decência do teu respirar,
é ofensa para os meus sentidos.
Quando passo a mão por teus cabelos,
quando passeio os dedos por teu rosto,
procuro urgentemente fazer cair a tua máscara.
Mas disfarçaste bem como escondes tua face real,
o teu ser roto,
que tem de haver.
Qualé a sua que quis ser tão,
mas tão, correta?
Me fazendo penar à espera do teu deslize?
Me fazendo sofrer por antecipação ao teu pecado?
É assim que me deixas:
inseguro pela amplitude,
pela magnitude do teu agir.
Revela-te imperfeita
e minh'alma descansará à tua presença.
Não admito que me sejas, assim, tão transparente.
Cadê teu passo em falso?
Cadê tua escapulida?
Não me enrole com a tua sinceridade.
Não é possível que nem traças hajam na sua tapeçaria.
Por que me és tão benevolente?
Tão fiel? Tão complacente?
Tua pureza me fere como um punhal
que atravessa as costelas
e atinge os órgãos, fazendo questão de ferir
por dentro e por fora.
Tua pureza me faz cicatrizes.
A integridade nos teus olhos,
somada à decência do teu respirar,
é ofensa para os meus sentidos.
Quando passo a mão por teus cabelos,
quando passeio os dedos por teu rosto,
procuro urgentemente fazer cair a tua máscara.
Mas disfarçaste bem como escondes tua face real,
o teu ser roto,
que tem de haver.
Qualé a sua que quis ser tão,
mas tão, correta?
Me fazendo penar à espera do teu deslize?
Me fazendo sofrer por antecipação ao teu pecado?
É assim que me deixas:
inseguro pela amplitude,
pela magnitude do teu agir.
Revela-te imperfeita
e minh'alma descansará à tua presença.
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Coisas bonitas
Era só o que ele conseguia pensar. A família já estava preocupada. Os amigos suavam frio. O que teria acontecido com este rapaz tão estudioso, jovem, saudável? Há dias que ele só fala em cores, brisas e canções de amor. Está avariado, coitado - diziam os mais chegados. Pessoas não tão próximas eram menos carinhosas no comentários e diziam que o pobre Alan estava enlouquecendo.
No fundo ele estava. Alan estava enlouquecendo sim - enlouquecendo de amor.
Desde que conheceu-a sua vida virou de cabeça para baixo.
Desde então, sua vida é feita de cores, brisas e canções de amor.
Só de cores, brisas e canções de amor? Não só.
Eram cores, brisas, canções de amor e a bela Manoela.
Coisas bonitas que a vida lhe deu.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Um, dois, três
Esta é a tua festa.
Concederás a mim a honra de tomá-la numa valsa?
Dança comigo, dança?
Acompanho a tua presença desde que pisastes no salão.
Ah, como és bela!
Dança comigo, dança?
Se me prometeres ser meu par por esta noite,
eu te prometo ser o teu pela eternidade.
Dança comigo, dança?
É só me dar a mão.
Depois nos abraçaremos
e seguiremos enfeitiçados pela orquestra.
Dança comigo, dança?
Dança comigo e te farei flutuar pelo salão.
Meu amor é a tua garantia.
Dança comigo, dança?
Entrega-me esta dança,
entregue-se nesta dança.
E, se acaso me quiseres,
descobrirás que a ti já me entreguei faz tempo.
Faz tempo que danço na melodia dos teus passos.
Dança comigo, dança?
É só me dar a mão.
Valsa comigo nesta noite.
É um, dois, três,
um, dois, três,
um, dois, três,
...
Concederás a mim a honra de tomá-la numa valsa?
Dança comigo, dança?
Acompanho a tua presença desde que pisastes no salão.
Ah, como és bela!
Dança comigo, dança?
Se me prometeres ser meu par por esta noite,
eu te prometo ser o teu pela eternidade.
Dança comigo, dança?
É só me dar a mão.
Depois nos abraçaremos
e seguiremos enfeitiçados pela orquestra.
Dança comigo, dança?
Dança comigo e te farei flutuar pelo salão.
Meu amor é a tua garantia.
Dança comigo, dança?
Entrega-me esta dança,
entregue-se nesta dança.
E, se acaso me quiseres,
descobrirás que a ti já me entreguei faz tempo.
Faz tempo que danço na melodia dos teus passos.
Dança comigo, dança?
É só me dar a mão.
Valsa comigo nesta noite.
É um, dois, três,
um, dois, três,
um, dois, três,
...
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Só sei que tudo fui
Tentaram penetrar-me,
mas em mim nada se dilui.
De toda filosofia,
só sei que tudo fui.
Tive quinze mil lutos.
Sou a fêmea de Brutus.
Só a mim não traí.
Busquei vidas passadas,
percorri muitas estradas,
e por elas cheguei aqui.
Sem nome ou identidade,
descobri-me de verdade quando
enfim me perdi.
Se nesse cálice não bebes,
é nele que me afogarei.
Se desse prato não comes,
nele me saciarei.
Quando de mim sentires asco,
não se preocupe, lavarei-me
no rio que corre em ti.
E se a correnteza me levar,
é o destino que se cumpre,
deixe-me ir.
Pra onde quer que eu vá,
em segurança estarei.
Não há medo em minhas entranhas,
eu mesmo me estripei.
Minha vísceras são estrelas.
Meus sentidos, animais.
Meus cabelos foram negros,
agora não são mais.
E se em nova terra piso,
nela firmarei meu novo lar.
Finco estacas neste solo
e demarco-o como meu.
Viverei do teu desejo.
O que carregas no bolso
pode valer o teu prazer.
E não tenha cautela quanto às fantasias.
Vim de lendas e mistérios.
Satisfaço a qualquer um.
Para homens e mulheres
perguntei: "O que queres?"
A resposta era: "a ti".
mas em mim nada se dilui.
De toda filosofia,
só sei que tudo fui.
Tive quinze mil lutos.
Sou a fêmea de Brutus.
Só a mim não traí.
Busquei vidas passadas,
percorri muitas estradas,
e por elas cheguei aqui.
Sem nome ou identidade,
descobri-me de verdade quando
enfim me perdi.
Se nesse cálice não bebes,
é nele que me afogarei.
Se desse prato não comes,
nele me saciarei.
Quando de mim sentires asco,
não se preocupe, lavarei-me
no rio que corre em ti.
E se a correnteza me levar,
é o destino que se cumpre,
deixe-me ir.
Pra onde quer que eu vá,
em segurança estarei.
Não há medo em minhas entranhas,
eu mesmo me estripei.
Minha vísceras são estrelas.
Meus sentidos, animais.
Meus cabelos foram negros,
agora não são mais.
E se em nova terra piso,
nela firmarei meu novo lar.
Finco estacas neste solo
e demarco-o como meu.
Viverei do teu desejo.
O que carregas no bolso
pode valer o teu prazer.
E não tenha cautela quanto às fantasias.
Vim de lendas e mistérios.
Satisfaço a qualquer um.
Para homens e mulheres
perguntei: "O que queres?"
A resposta era: "a ti".
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