Olho para o espaço inabitado em minha cama.
Escuto as palavras engasgadas.
Sob o lençol está inerte a minha ânima.
Eu saio pela rua, trabalho, conheço pessoas.
Nenhuma delas é você.
Atravesso a rua e o sinal estava aberto para mim.
Chego do outro lado e não sei para onde vou.
Chego no destino e nem vi como fui.
Mas fui. Sozinho.
A noite é fria. A noite é quente.
A noite é noite. Independe da gente.
E a manhã virá? Virá. Mas virá sem você.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Doce esbarrão
Virei a esquina e lá estava você
Sorrindo pra lua e carregando o teu instrumento
Que doce noite
Ele nas tuas costas
Eu à tua frente
Não havia som, mas havia música
E eu a via ali
E ouvia o som que você tira das cordas
Como você me toca quando toca o teu instrumento
Boa noite
A gente se esbarra logo, eu espero
Há tanta esquina nessa cidade
Que felicidade será te ver sorrindo pra lua
Ou, sob a lua, te ver sorrindo pra mim
Que doce música eu ouviria nesta noite
Sorrindo pra lua e carregando o teu instrumento
Que doce noite
Ele nas tuas costas
Eu à tua frente
Não havia som, mas havia música
E eu a via ali
E ouvia o som que você tira das cordas
Como você me toca quando toca o teu instrumento
Boa noite
A gente se esbarra logo, eu espero
Há tanta esquina nessa cidade
Que felicidade será te ver sorrindo pra lua
Ou, sob a lua, te ver sorrindo pra mim
Que doce música eu ouviria nesta noite
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terça-feira, 16 de setembro de 2014
Você de azul
Oi
Sonhei com você
Você estava de azul
Foi aí que vi que era sonho
Você quase não usa azul
Eu andava na praia
E eu quase não vou à praia -
sonho, só podia ser -
E andava na areia,
pisava na espuma
E você vinha lá no horizonte
que sonho bonito
Estava sol
Um calor aconchegante
Aquele quentinho de colo e edredom
E você vinha, de azul
Os cabelos voavam
Seus cabelos
presos daquele jeito que eu acho lindo
E você vinha, de azul
E eu andava na areia
pisando em lembranças
digo, em espumas
E você vinha
seus cabelos voavam
Estava um dia tão lindo
Mas era sonho
Você chegou bem perto
Me deu um beijo
Nos deitamos na areia -
areia
essa coleção de destroços -
eu pisava em lembranças
Não, nós estávamos deitados
na areia
E você me beijava
E eu te beijava
E nós sorríamos
Felizes
Juntos
Foi aí que eu vi que era sonho
Você quase não usa azul
Sonhei com você
Você estava de azul
Foi aí que vi que era sonho
Você quase não usa azul
Eu andava na praia
E eu quase não vou à praia -
sonho, só podia ser -
E andava na areia,
pisava na espuma
E você vinha lá no horizonte
que sonho bonito
Estava sol
Um calor aconchegante
Aquele quentinho de colo e edredom
E você vinha, de azul
Os cabelos voavam
Seus cabelos
presos daquele jeito que eu acho lindo
E você vinha, de azul
E eu andava na areia
pisando em lembranças
digo, em espumas
E você vinha
seus cabelos voavam
Estava um dia tão lindo
Mas era sonho
Você chegou bem perto
Me deu um beijo
Nos deitamos na areia -
areia
essa coleção de destroços -
eu pisava em lembranças
Não, nós estávamos deitados
na areia
E você me beijava
E eu te beijava
E nós sorríamos
Felizes
Juntos
Foi aí que eu vi que era sonho
Você quase não usa azul
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Dúvida matinal
Onde é que eu estou com a cabeça?
Onde é que eu estou com o coração?
E nesse lugar; que lá permaneça
ou de lá se transformarão?
Onde é que eu estou com o coração?
E nesse lugar; que lá permaneça
ou de lá se transformarão?
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domingo, 14 de setembro de 2014
Sentimento Amputado
Bisturi cego.
Sem ponto. Sem anestesia.
Me amputaram um sentimento.
Doutor, qual o tratamento?
Existe prótese para o coxo coração?
O que eu faço, moço?
Tem muleta pra eu seguir o caminho?
Atadura frouxa.
Tala inútil.
Não desfaz a fissura.
Não refaz a conexão.
O que se faz se jaz inerte o músculo cardíaco?
Não bate. Não pulsa. Não jorra. Não bombeia.
Implode.
Bisturi cego. Médico mudo.
Não tem palavras, doutor?
Cego também o paciente.
Impossível ler a receita.
Se nada reendireita,
sigo coxo.
Coração frouxo, cego.
Calado. Inútil.
Sem ponto. Sem anestesia.
Me amputaram um sentimento.
Doutor, qual o tratamento?
Existe prótese para o coxo coração?
O que eu faço, moço?
Tem muleta pra eu seguir o caminho?
Atadura frouxa.
Tala inútil.
Não desfaz a fissura.
Não refaz a conexão.
O que se faz se jaz inerte o músculo cardíaco?
Não bate. Não pulsa. Não jorra. Não bombeia.
Implode.
Bisturi cego. Médico mudo.
Não tem palavras, doutor?
Cego também o paciente.
Impossível ler a receita.
Se nada reendireita,
sigo coxo.
Coração frouxo, cego.
Calado. Inútil.
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sábado, 13 de setembro de 2014
Sem saída
Fim da estrada.
Fim da canção.
O amor encontrou o final do arco-íris.
Não há pote de ouro.
Há mar revolto em busca de calmaria.
Fim da estrada.
Qual a rota a seguir?
Se acaba o asfalto eu me arrasto
pelo mato?
Não tem terra, não tem via.
Há um rio que corre entre pedras.
Fim da estrada.
E não há sinal de retorno.
Túneis? Pontes?
Por onde se inicia a nova travessia?
Sem mapa, sem estrelas, sem direções.
Se até poesia tem fim
como o amor não acabaria?
Fim da canção.
O amor encontrou o final do arco-íris.
Não há pote de ouro.
Há mar revolto em busca de calmaria.
Fim da estrada.
Qual a rota a seguir?
Se acaba o asfalto eu me arrasto
pelo mato?
Não tem terra, não tem via.
Há um rio que corre entre pedras.
Fim da estrada.
E não há sinal de retorno.
Túneis? Pontes?
Por onde se inicia a nova travessia?
Sem mapa, sem estrelas, sem direções.
Se até poesia tem fim
como o amor não acabaria?
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domingo, 7 de setembro de 2014
Propícia estação
Escondi do sol.
Cortei o adubo.
Parei de regar.
O amor floresce sem alimento.
Salguei a terra.
Queimei a raiz.
Envenenei as suas folhas.
O amor floresce sem razão.
Cortei o adubo.
Parei de regar.
O amor floresce sem alimento.
Salguei a terra.
Queimei a raiz.
Envenenei as suas folhas.
O amor floresce sem razão.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014
Haicai econômico ou haicai sentimental?
Queda. As ações no chão.
Quanto vale agora?
Quanto vale agora?
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domingo, 24 de agosto de 2014
24 / 21
Hoje é dia vinte e quatro. Veja você.
Dia que foi de beijo, que foi desejo,
que foi festa.
Dia de comemorar o dia que começamos.
Todo mês, sem dor ou talvez,
naturalmente era o nosso dia certeiro
o dia vinte e quatro.
Aí, sem talvez nenhum,
tudo acabou num dia vinte e um.
Hoje, o dia vinte e quatro é só um dia vinte e quatro.
Mas o que dizer dos novos dias vinte e um...
Dia que foi de beijo, que foi desejo,
que foi festa.
Dia de comemorar o dia que começamos.
Todo mês, sem dor ou talvez,
naturalmente era o nosso dia certeiro
o dia vinte e quatro.
Aí, sem talvez nenhum,
tudo acabou num dia vinte e um.
Hoje, o dia vinte e quatro é só um dia vinte e quatro.
Mas o que dizer dos novos dias vinte e um...
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sábado, 23 de agosto de 2014
It ended in the end of July
It ended in the end of July.
I cried and asked "why?".
Then August came
and this old flame
was still burning (in) my heart.
Now the winds bring September.
Will it dismember me
or allow a whole new start?
Untill the next year
when July'll be over again
I'm not able to know
what is past, what is remain,
what is gone and what lasts.
I cried and asked "why?".
Then August came
and this old flame
was still burning (in) my heart.
Now the winds bring September.
Will it dismember me
or allow a whole new start?
Untill the next year
when July'll be over again
I'm not able to know
what is past, what is remain,
what is gone and what lasts.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014
A dor não é líquida
Incolor, insípida, inodora.
Nem a água é indolor.
Tanto bate até que fura.
Nem a água é indolor.
Tanto bate até que fura.
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domingo, 17 de agosto de 2014
Canção do não-adeus
Estranho ser ninguém na sua vida.
Já não sou nem pedra no caminho.
Minha boca não é mais a preferida.
Eu perdi o gosto do seu carinho.
Onde foi parar tanta promessa?
Onde estarão as palavras de futuro?
Quando começou a tua pressa
de me largar sozinho no escuro?
Sem você tudo é frio, é tão gelado.
Sem você o nada é nova companhia.
Se lá fora o céu era cinza, era nublado,
no quarto o sol queimava toda ira.
Estranho ver alguém na sua vida.
Já há nova rota, eu sou velho caminho.
Nova boca é a tua preferida.
Novo lábio saboreia o teu carinho.
Onde foi parar tanta promessa?
Onde estão as lembranças do passado?
Quando começou a tua pressa
de buscar um novo ar, um outro amado?
Sem você continuo sob a neve.
Não busquei uma nova companhia.
Se lá fora o dia é quente, se o dia é leve,
no quarto pesa a ausência, pesa a apatia.
Estranho dar adeus à nossa vida.
Trilhar sem você o meu caminho.
Descobrir, virá nova preferida?,
E se há vida após nosso destino.
Já não sou nem pedra no caminho.
Minha boca não é mais a preferida.
Eu perdi o gosto do seu carinho.
Onde foi parar tanta promessa?
Onde estarão as palavras de futuro?
Quando começou a tua pressa
de me largar sozinho no escuro?
Sem você tudo é frio, é tão gelado.
Sem você o nada é nova companhia.
Se lá fora o céu era cinza, era nublado,
no quarto o sol queimava toda ira.
Estranho ver alguém na sua vida.
Já há nova rota, eu sou velho caminho.
Nova boca é a tua preferida.
Novo lábio saboreia o teu carinho.
Onde foi parar tanta promessa?
Onde estão as lembranças do passado?
Quando começou a tua pressa
de buscar um novo ar, um outro amado?
Sem você continuo sob a neve.
Não busquei uma nova companhia.
Se lá fora o dia é quente, se o dia é leve,
no quarto pesa a ausência, pesa a apatia.
Estranho dar adeus à nossa vida.
Trilhar sem você o meu caminho.
Descobrir, virá nova preferida?,
E se há vida após nosso destino.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Three Little Words
Lembre das três palavras -
sempre fogo, sempre lava.
Lembre de cada palavra,
quem sabe forja, quem sabe crava.
Lembre, se é que há palavra.
sempre fogo, sempre lava.
Lembre de cada palavra,
quem sabe forja, quem sabe crava.
Lembre, se é que há palavra.
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domingo, 10 de agosto de 2014
Lua e longe
Disseram:
Olhe pro céu! Veja a lua! Como está bela hoje.
Eu não posso olhar pro céu. Não posso olhar pro lado.
Quero te ver, estar contigo. Não com a lua.
De que adianta a beleza e o brilho que está fora da terra?
Eu quero a beleza e o brilho daquela que me faz sol.
Tanto disseram:
Olhe pro céu! Veja a lua! Como está bela hoje.
Que eu olhei. Vi. E pensei:
Nossa!, como está bela essa lua.
Agora eu me pergunto:
Você virou lua? Por isso distante? Por isso tão linda?
Disseram:
Que pena. Logo amanhece e adeus essa lua.
Nossa!, que medo que chegue a manhã.
Olhe pro céu! Veja a lua! Como está bela hoje.
Eu não posso olhar pro céu. Não posso olhar pro lado.
Quero te ver, estar contigo. Não com a lua.
De que adianta a beleza e o brilho que está fora da terra?
Eu quero a beleza e o brilho daquela que me faz sol.
Tanto disseram:
Olhe pro céu! Veja a lua! Como está bela hoje.
Que eu olhei. Vi. E pensei:
Nossa!, como está bela essa lua.
Agora eu me pergunto:
Você virou lua? Por isso distante? Por isso tão linda?
Disseram:
Que pena. Logo amanhece e adeus essa lua.
Nossa!, que medo que chegue a manhã.
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