Queridos, de antemão já peço perdão pelo título de novela da Record.
Pois é ... tudo está na maior ordem na minha agenda. Dias cheios, datas marcadas, papéis preenchidos. Mas o que não se encaixa em horários grita por liberdade dentro de mim. Essa organização, essa formalidade, serão mesmo as coisas certas a se fazer? São mesmo a garantia da segurança? Talvez sim. Mas duvido que sejam a garantia da felicidade (e o há?).
Por motivos tais que nem sabemos os quais ideias vem e vão, passeiam por nossa cabeça. O dia, tão bem planejado pode mudar por coincidências, surpresas, sabotagens ou intenções. A agenda, com seus horários e compromissos perde o valor, já que o papel não sente.
Hoje eu devia ter saído de casa às 9h. Saí quase 10h. Demorei pois estava selecionando as músicas que queria escutar no meu mp4. Cheguei pra dar aula às 11h, quando lá devia estar desde as 10h. Tivemos aula, e depois lá almocei. Saí às 13h30; devia ter saído às 12h. Por sorte o ônibus já estava no ponto e não tardou a sair.
No caminho, ouvindo música, lendo os textos da faculdade, olhando a chuva e a paisagem, ..., me senti livre. Já estava atrasado. E como uma vez me disse uma amiga: fodido, fodido e meio ... Pensei então em não ir mais para a PUC. Quarta-feira é o dia que minha namorada mais sente saudades. Saltei no metrô de Botafogo e fui para a Central em direção à Piedade. E cá estou esperando ela chegar da faculdade dela.
Minha namorada ... tão certa do que quer. Feliz é ela. E eu? Que não sei fazer o que sinto, realizar o que professo? É essa a minha maior fraqueza e maior desafio a ser superado: a inércia. Por medo não ajo. Mas medo de quê? Nem eu sei. Quisera eu!
O pior monstro é aquele que não sabemos a cara. Pior pois não sabemos como o é e nem porquê o tememos. Esse meu monstro invisível da incerteza que acaba por seu eu mesmo. Como é que lutamos com a nossa própria pessoa? Ao fim da guerra quem em glória cantará a vitória e quem em lágrimas levará a derrota?
Pois vindo para a casa da minha namorada, ao sair do trem, tenho dois caminhos a escolher para chegar até a casa dela. Hoje escolhi o mais difícil ao mais fácil (é que esse eu acho mais bonito). E logo, ao virar em direção à essa rua, deparo-me com uma grande amiga que já não via há mais de ano.
Não sou místico para chamar coincidência de sinal (se este evento puder ser classificado por uma destas palavras). Mas como justificar que os sonhos são impossíveis? Será melhor não se preocupar com dinheiro, mas ter uma vida estranha à sua alma?
Serão devaneios juvenis? Duvido muito. Devaneios, talvez. Juvenis não. Sonhos não tem relógio ou calendário. Por isso nunca morrem.
O anel de fogo que toma o céu já não me engana mais. A noite me fez aprender a andar no escuro. Quando não há estrelas sobre nós e as nuvens insistem em cinza temo que seja o celeste espelhando a minha alma.
Eu apenas caminhava, sem muitas pretensões, sem rumos definidos, em um belo dia de sol. Dia inesquecível de um sol inolvidável. Mas, quando eu menos esperava, a lua cobriu o sol no único dia em que ele me pertenceu. E num eclipse surpresa que nem os astrônomos previam, a noite engoliu a minha manhã e fez compromisso com as trevas. Minha manhã, agora esposa pelo anel de fogo, atrelou-se ao eterno ocaso. Aquele que nada é, nem nascer, nem findar, mas sim uma encenação, um trote nas horas.
E agora, num revés de vampiro, fico como um morcego. Quem dera pudesse viver à luz do sol, no calor dos raios. Assim penso eu, imagino, sonho e fantasio. São os verbos que me permito conjulgar, além do óbvio voar. Morcego sem noite, pois meu céu é fajuto. É sol disfarçado de lua, é lua vestida de sol. É céu sem estrelas por perto, é nuvem carregada de dor. Morcego em eclipse, homem sem amor.
Dia 13 de abril volta à programação americana o grande sucesso de 2009: Glee. No retorno da série teremos um episódio especial só com músicas de Madonna e participações ilustres como IdinaMenzel, Olivia Newton-John, Jennifer Lopez e Neil Patrick Harris.
Acordei hoje bem cedo (para resolver pendências de documentos - e enfim me matricular na UNIRIO, amanhã). Nesse acordar cedo, ainda estava tudo escuro, mas eu via uma pontinha de sol bem longe. Deitei um pouco, um rápido cochilo, e logo levantei. Que beleza! Eu vi um céu laranja, mas ainda azul de fim de madrugada.
Acho que é assim que me sinto hoje. Vejo o meu futuro laranja, iluminado pelo sol. Mas ainda há no meu céu os rastros da madrugada da adolescência. Essa fase que não é noite nem dia, mas sim a dúvida se sou sol ou se sou lua. Quem dera eu fosse estrela ...
Pois bem. Agradeço a todos e a suas demonstrações de afeto e carinho. Tive uma ótima semana de comemoração com queridos amigos, e ainda terei amanhã e até o domingo! E continuaremos comemorando até que passem todos os sóis e todas as luas. Até virarmos raio de luz, seja da noite, seja do dia.