segunda-feira, 22 de março de 2010

Astigmatismo e desvio de septo

Pois é ... estou com esses dois pequenos probleminhas, rs.

No olho direito tenho 0,50 e no esquerdo (!!!) 2,50 graus de astigmatismo. Vou ter que usar óculos. Mas, acredita que fiquei feliz? Sempre quis usar!!! Lembro-me do documentário Janela da Alma ... Em breve farei parte da comunidade daqueles que veem o mundo emoldurado!

E meu narizinho está torto ... Terei que fazer uma septoplastia. Devido ao meu desvio de septo ... Bem que eu desconfiava que minha respiração estava muito estranha ...

E se devo agradecer a alguém por me alertar que era hora de procurar um oftalmologista, esse alguém é James Cameron - diretor de Avatar. Sim, pois quando fui assistir o filme nos cinemas, em 3D, não vi terceira dimensão nenhuma pelo olho esquerdo. Se não fossem os Na'vi, talvez eu ainda sofreria das enxaquecas misteriosas!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Horizonte

Nem cabeça nas nuvens,
nem pés no chão ...
Sou mesmo é braços abertos para o horizonte.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Caminhos do Coração

Queridos, de antemão já peço perdão pelo título de novela da Record.

Pois é ... tudo está na maior ordem na minha agenda. Dias cheios, datas marcadas, papéis preenchidos. Mas o que não se encaixa em horários grita por liberdade dentro de mim. Essa organização, essa formalidade, serão mesmo as coisas certas a se fazer? São mesmo a garantia da segurança? Talvez sim. Mas duvido que sejam a garantia da felicidade (e o há?).

Por motivos tais que nem sabemos os quais ideias vem e vão, passeiam por nossa cabeça. O dia, tão bem planejado pode mudar por coincidências, surpresas, sabotagens ou intenções. A agenda, com seus horários e compromissos perde o valor, já que o papel não sente.

Hoje eu devia ter saído de casa às 9h. Saí quase 10h. Demorei pois estava selecionando as músicas que queria escutar no meu mp4. Cheguei pra dar aula às 11h, quando lá devia estar desde as 10h. Tivemos aula, e depois lá almocei. Saí às 13h30; devia ter saído às 12h. Por sorte o ônibus já estava no ponto e não tardou a sair.

No caminho, ouvindo música, lendo os textos da faculdade, olhando a chuva e a paisagem, ..., me senti livre. Já estava atrasado. E como uma vez me disse uma amiga: fodido, fodido e meio ... Pensei então em não ir mais para a PUC. Quarta-feira é o dia que minha namorada mais sente saudades. Saltei no metrô de Botafogo e fui para a Central em direção à Piedade. E cá estou esperando ela chegar da faculdade dela.

Minha namorada ... tão certa do que quer. Feliz é ela. E eu? Que não sei fazer o que sinto, realizar o que professo? É essa a minha maior fraqueza e maior desafio a ser superado: a inércia. Por medo não ajo. Mas medo de quê? Nem eu sei. Quisera eu!

O pior monstro é aquele que não sabemos a cara. Pior pois não sabemos como o é e nem porquê o tememos. Esse meu monstro invisível da incerteza que acaba por seu eu mesmo. Como é que lutamos com a nossa própria pessoa? Ao fim da guerra quem em glória cantará a vitória e quem em lágrimas levará a derrota?

Pois vindo para a casa da minha namorada, ao sair do trem, tenho dois caminhos a escolher para chegar até a casa dela. Hoje escolhi o mais difícil ao mais fácil (é que esse eu acho mais bonito). E logo, ao virar em direção à essa rua, deparo-me com uma grande amiga que já não via há mais de ano.

Não sou místico para chamar coincidência de sinal (se este evento puder ser classificado por uma destas palavras). Mas como justificar que os sonhos são impossíveis? Será melhor não se preocupar com dinheiro, mas ter uma vida estranha à sua alma?

Serão devaneios juvenis? Duvido muito. Devaneios, talvez. Juvenis não. Sonhos não tem relógio ou calendário. Por isso nunca morrem.

terça-feira, 9 de março de 2010

Chegamos ao fim

Eu só queria te ver,
falar com você.
Desfazer as dúvidas,
resolver os conflitos,
mas você me virou as costas.

Só queria ouvi-la dizer
o meu nome outra vez.
Sem raiva ou rancor,
ouvi-lo com o amor
que eu dei a você.

Fui com todo o carinho,
esperando o perdão.
Por um novo caminho,
julgou o meu coração,
poderíamos seguir.

Mas sem dó ou piedade,
não tomaste a coragem
de encore me encarar.

Mesmo assim, fiquei firme
e perguntei, relutante,
se onde tu moras
posso morar também.

Esperei na entrada,
antes escancarada,
mas agora entreaberta,
e te vejo entre as frestas
de um amor/solidão.

E aceito, enfim,
que não há mais volta
pois bateste a porta
e chegamos ao fim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

L'homme au piano

Saudades de passar meus dedos
sob tua superfície alva,
sob tuas alterações negras,
e arrancar-lhe gemidos.

Saudades de ter os meus pés
sob ti. E assim,
ao meu bel prazer, decidir
se prolongas ou abafas os teus sons.

Saudades de estar em frente a ti
e, em nossa comunhão, sermos um.
Quando os nossos movimentos,
sincronizados e rítmicos,
melodiosos, reinando harmônicos,
fazem a música nosso rebento
é porque chegou enfim o momento
de ter-te, piano, em minhas mãos.

domingo, 7 de março de 2010

Eclipse


O anel de fogo que toma o céu já não me engana mais. A noite me fez aprender a andar no escuro. Quando não há estrelas sobre nós e as nuvens insistem em cinza temo que seja o celeste espelhando a minha alma.

Eu apenas caminhava, sem muitas pretensões, sem rumos definidos, em um belo dia de sol. Dia inesquecível de um sol inolvidável. Mas, quando eu menos esperava, a lua cobriu o sol no único dia em que ele me pertenceu. E num eclipse surpresa que nem os astrônomos previam, a noite engoliu a minha manhã e fez compromisso com as trevas. Minha manhã, agora esposa pelo anel de fogo, atrelou-se ao eterno ocaso. Aquele que nada é, nem nascer, nem findar, mas sim uma encenação, um trote nas horas.

E agora, num revés de vampiro, fico como um morcego. Quem dera pudesse viver à luz do sol, no calor dos raios. Assim penso eu, imagino, sonho e fantasio. São os verbos que me permito conjulgar, além do óbvio voar. Morcego sem noite, pois meu céu é fajuto. É sol disfarçado de lua, é lua vestida de sol. É céu sem estrelas por perto, é nuvem carregada de dor. Morcego em eclipse, homem sem amor.

quarta-feira, 3 de março de 2010

#missingGlee

Dia 13 de abril volta à programação americana o grande sucesso de 2009: Glee. No retorno da série teremos um episódio especial só com músicas de Madonna e participações ilustres como Idina Menzel, Olivia Newton-John, Jennifer Lopez e Neil Patrick Harris.

Vamos relembrar uma das cenas do último episódio?

A série, na última temporada de premiações, recebeu os troféus do Globo de Ouro de Melhor Série Comédia ou Musical e o troféu de Melhor Elenco em Série Comédia ou Musical do SAG (Sindicato de Atores), entre outros. Agora, resta esperar o Emmy 2010 para ver se Glee será lembrado na grande festa da TV americana.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Singular/Plural

Nem vi se eras tu ou outro.
Ou outra.
Ou vários.
Só sei que fui amado.

Quem terá sido este,
ou esta,
ou estes, ou estas,
ou, quem sabe?, istos,
que agora, por sua causa,
sou, assim, tão ...
mas tão ...
amado?

Obrigado por isso;
sejas tu, ou sejam vocês.
Só peço que não pares,
ou que parem.

Me amem.
Sempre,
constantemente,
no singular ou no plural.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tocaia e cruz

Tocaia! Tocaia!
Encarceraram o meu desejo.
Botaram-lhe sapatos de cimento
e o jogaram ao mar.

Afogado está o meu desejo.
Envolto em cordas,
amordaçado.

Meu desejo está sufocando,
implorando por respirar.
Quem salvará o meu desejo
de uma morte tão desnecessária?

Vítima inocente,
nem teve como se defender.
Foi pego de surpresa,
com palavras doces,
carinhos, gracejos,
e de um pulo ou dois
foi capturado e levado
encapuzado
à masmorra da censura.

Meu desejo foi mantido em silêncio obrigatório.
Só ouvia. Só obedecia.
Seu resgate tem dia e hora marcada.
Mas é tão longe que sustento.
Assim é pior do que saber a hora da morte.
Conhecer à tempos o momento
do próprio renascimento é angústia para o meu desejo.
É o Cristo, o meu desejo,
sacrificado por quem faz as regras.

Coitado, ele vai afundando ...
Veja!
Ele tenta, mas meu desejo precisa de beijos para salvar-se.
Quem dará afago e fogo ao meu desejo?
Quem irá desatá-lo dos nós das mordaças?
Quem quebrará o cimento que o pesa?
Quem salvará o meu desejo?
Quem o desejará?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tenho o péssimo hábito de perder as coisas

Perco as chaves de casa.
Perco o chão.
Perco a fome de novo. Perco o pão.
Perco as horas no trânsito.
Perco a paciência no trânsito.
Perco a beleza da paisagem,
porque perdi a capacidade de admirar.

Perco os cabelos no trabalho.
Perco a juventude.
Perco a certeza das coisas. Perco a memória.
Perco a cor dos meus cabelos. Perco a história.
Perco o brilho dos meus olhos.
Perco a vontade de jantar.

Perco a vontade de ir embora.
Perco a vontade de ver a hora.
Perco a vontade de ver.
Perco a vontade de te dizer.
Perco você.

Perco a novela das oito.
Perco o jornal.
Perco a sessão de cinema.
Perco o meu animal.
Perco o regador e o adubo.
Perco o meu quintal.

Perco a força nas pernas.
Perco a visão à distância.
Perco a vergonha na cara.
Perco a elegância.

Perco os sonhos antigos.
Perco os projetos futuros.
Perco a luz do luar.
Perco todo o meu sono.
Perco os meus calmantes.
Perco minhas vitaminas.
Perco o meu viço.
Perco as minhas meninas.
Perco o despertador.
Perco a manhã que origina.

Perdi meus dentes de leite.
Perdi meu corpo no fogo.
Perdi minhas cinzas no vento.
Perdi minha alma no mar.
Perdi meus amores pros outros.
Perdi o porquê procurar.
Perdi as chave de casa.
Perdi o que queria encontrar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

It takes two

Estou tendo um trabalho muito exaustivo, mas, ao mesmo tempo, extremamente saboroso.
Há algum tempo baixei o musical Into the Woods, de Stephen Sondheim. Só que não vinha com legendas. Ok ... eu até assisti, e amei!

Mas eu queria que meus amigos também pudessem assistir. E agora estou legendando-o. Cansa, mas estou adorando.

Confiram a canção It takes two:

P.S.: Queridos ... quando aparece [] é o ~ ou o ç.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vinte anos blues

Acordei hoje bem cedo (para resolver pendências de documentos - e enfim me matricular na UNIRIO, amanhã). Nesse acordar cedo, ainda estava tudo escuro, mas eu via uma pontinha de sol bem longe. Deitei um pouco, um rápido cochilo, e logo levantei. Que beleza! Eu vi um céu laranja, mas ainda azul de fim de madrugada.

Acho que é assim que me sinto hoje. Vejo o meu futuro laranja, iluminado pelo sol. Mas ainda há no meu céu os rastros da madrugada da adolescência. Essa fase que não é noite nem dia, mas sim a dúvida se sou sol ou se sou lua. Quem dera eu fosse estrela ...

Pois bem. Agradeço a todos e a suas demonstrações de afeto e carinho. Tive uma ótima semana de comemoração com queridos amigos, e ainda terei amanhã e até o domingo! E continuaremos comemorando até que passem todos os sóis e todas as luas. Até virarmos raio de luz, seja da noite, seja do dia.


Eu tenho mais de vinte anos
Eu tenho mais de mil perguntas sem respostas

A Call From The Vatican

Essa cena é de deixar qualquer um de queixo caído!

Minha namorada ainda vai me bater ... rs

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Casta Nobiliária

Minha visão nunca foi sectária.
Sempre a favor da causa proletária,
tenho ação revolucionária,
jamais reacionária.

Por razão prioritária:
não apelar à profissão sicária
para ficar longe da penitenciária.

Já por questão monetária,
não tenho vida perdulária.
E antes de chegar à obituária
quero melhorar minha cota orçamentária.

Minha cara otária
já não é mais necessária.
A sabedoria precária
já é minoritária.

Adeus, rotina sedentária!
Já não sou mais um pária
da vida unversitária.